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19.11.05

4 anos

Neste mês de Novembro, o Binoculista comemora 4 anos de existência.
Suponho que é o mais antigo blog português alojado aqui, no Blogger, que continua activo e sem nunca ter mudado de endereço.

14.11.05

Os culpados da futura derrota de Soares

Em Outubro, após o PS ter sofrido um dos piores resultados de sempre em eleições autárquicas, o secretário geral socialista afirmou que nas autárquicas não se trata de avaliar eleitoralmente o governo, nem o primeiro ministro.
Uma afirmação destas, não sendo completamente falsa, também não é completamente verdadeira. É sabido que parte do eleitorado, especialmente nas grandes cidades, vota a pensar na perfomance do governo e não na qualidade dos candidatos autárquicos apresentados. Por isso, em parte o governo foi avaliado e chumbou.
Mas se considerarmos que Sócrates tem razão no que afirma, então existe uma outra avaliação à qual o secretário geral do PS não se pode furtar, e nessa avaliação se demonstra que Sócrates não sabe escolher pessoas. Falta inadmissível para quem é lider dum partido e dum governo.
Assim, nas autárquicas já se demonstrou que não soube escolher candidatos (Carrilho, João Soares; Francisco Assis, etc.). Nas presidenciais, se provará que não soube escolher o melhor candidato presidencial e finalmente, um dia se provará em definitivo que não soube escolher os melhores ministros.
Portanto, preparemo-nos para escutar José Sócrates, na noite da derrota presidencial que se avizinha, fugir às suas responsabilidades políticas enquanto secretário geral do PS, afirmando que foi Mário Soares e não ele, nem o governo, a ser avaliado nas eleições presidenciais.
Porém, a grande responsabilidade da escolha de Mário Soares como candidato presidencial é de Sócrates e a sua mais do que provável derrota eleitoral também. Embora, neste caso, tenhamos de repartir a culpa por outros, pois não podemos esquecer o fraco desempenho de Jorge Sampaio no seu segundo mandato presidencial, nomeadamente a sua decisão em não ter dissolvido imediatamente a Assembleia da República após o abandono de Durão Barroso.
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