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27.9.05

Presidencialismo
A confusão instalada na Alemanha após as eleições, vieram reforçar a minha convicção de que os sistemas constitucionais europeus, incluindo a nossa constituição, de um modo geral são maus.
Bem melhor seria um sistema mais próximo do americano. Falo dum sistema constitucional presidencialista, em que o presidente da república seria simultaneamente o chefe do governo. De facto, em Portugal, não faz sentido que a nossa primeira figura do Estado não seja aquela que realmente manda. Mais surrealista ainda, é que a segunda figura do Estado seja o presidente da Assembleia da República. A segunda figura, porquê ? Então o primeiro ministro não manda nada ?

...Infelizmente o trágico desaparecimento de Sidónio Pais originou o fim da nossa experiência presidencialista. Foi pena...

Chefe do governo eleito, não nomeado.
Curiosa, também, é a confusão em redor das eleições legislativas. O Professor Cavaco Silva gosta de lhes chamar "eleição do 1º ministro" e tem toda a razão. É com esse espírito que os portugueses votam, ninguém em Portugal tem a consciência de estar a eleger deputados. Praticamente ninguém sabe qual o deputado que elegeu. Outro erro que deveria ser corrigido na nossa constituição e que traria enormes benefícios.
Por exemplo, quando o chefe do governo abdicasse do cargo (como fez Durão Barroso ) não haveriam dúvidas sobre a necessidade de realizar imediatamente novas eleições.

16.9.05

Descobri, por mero acaso, a "arma secreta" que o Dr. Mário Soares planeia utilizar para vencer as eleições. A resultar, será um autêntico "Às de trunfo" a jogar contra os seus críticos.

10.9.05

Pelas minhas contas, Portugal já está matematicamente apurado para o Mundial de futebol de 2006, a realizar na Alemanha.
Está apurado porque são automaticamente apuradas as 8 selecções vencedoras dos respectivos grupos e as duas melhores selecções colocadas em 2º lugar, dentro dos oito grupos. Ora Portugal, com os seus actuais 24 pontos, mesmo que perdesse os dois jogos que lhe faltam, ficaria ainda assim em 2º lugar do seu grupo e matematicamente não existe hipótese de haver em outros grupos duas selecções classificadas em 2º lugar com melhor pontuação que Portugal. Mas isto são as minhas contas...

6.9.05


Teste para Vlog

2.9.05

Longe vão os tempos em que neste país os combates políticos se faziam em torno de causas sérias, em que as diferenças entre os adversários políticos eram profundas. Entre eles haviam concepções de vida distintas, separavam-nos a ideologia, correntes de opinião diversas. Muito estava em jogo, por vezes era o destino do próprio país que estava em causa. Esses eram tempos em que a actividade política se fazia de actos nobres, de gestos sinceros. A política era então uma actividade minimamente respeitável e de profunda responsabilidade. Tempos em que o amor à patria e o dever cívico nos pedia que tomassemos partido e em que queríamos para os cargos os que não queriam.
Hoje não é mais assim. Hoje, assistimos defronte aos nossos olhos a um pobre espectáculo de 2ª categoria. Uma espécie de wrestling americano daqueles em que os contendores gritam e fingem exaltar-se, mas que todos sabemos que é tudo a fingir.
Hoje até mesmo a candidatura à presidência da república se faz através de cozinhados políticos, jogadas de bastidores no interior dos partidos, em vez de emanar naturalmente duma necessidade nacional, da afirmação dum projecto sério para Portugal.
Hoje, como de há algum tempo, os principais partidos portugueses subverteram completamente o espírito previsto na constituição para o modo como deveria ser entendido o cargo de Presidente da República. Constituição que eles próprios fizeram !
Hoje, o cargo de Presidente da República banalizou-se. Foi banalizado pelos principais partidos portugueses.
A candidatura do Dr. Mário Soares, surge a despropósito, surge duma forma não natural e portanto, é de natureza perdedora.
Se tudo correr naturalmente, o Dr. Mário Soares sairá vencido desta eleição. É pena !
A figura histórica do "pai da nossa 3ª república" não merecia esta última página na história de Portugal.
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